Com mais da metade da população urbana do Brasil assistindo a filmes piratas, segundo pesquisa da MPAA (Associação Cinematográfica dos EUA), a indústria cinematográfica no país encara um mercado difícil, mas ao mesmo tempo promissor.
Gostaria de destacar 3 matérias do Diógenes Muniz, da Folha.com, que tratam sobre o assunto.
55% da população urbana vê filmes piratas no Brasil
A MPAA representa os maiores estúdios do mundo e se interessa pelo assunto que por consenso traz resultados negativos para a indústria, diminuindo a sua rentabilidade e lucratividade. Pirataria é atualmente ruim para a indústria e no futuro pode ser ruim também para o consumidor (caso perca-se qualidade e oferta de produto, devido a falta de capital para quem trabalha regularmente com entretenimento).
A pesquisa foi feita em diversos países, e apesar de ainda não divulgados muitos dados, acredito que em proporções diferentes em todos os países percebemos uma alta participação da pirataria no consumo de entretenimento.
Como atuar neste difícil mercado, desenhado por um comportamento do consumidor que corrói a lucratividade deste negócio?
Muitos representantes da indústria e a própria MPAA, ainda persistem em focar o ataque ao negócio da pirataria e parecem se esquecer que este comportamento também vem do consumidor (afinal, sem clientes não há vendas). Quando leio a entrevista "Democratizar a cultura não é nosso interesse, diz vice-presidente da MPAA", percebo que alguns argumentos usados por estes podem ser até antagônicos. Não tive acesso a pesquisa integral para saber se há ou não questões sobre os motivos que levam ao consumo pirata, porém vamos supor que para a maioria seja por que não possuir condições financeiras de consumir um filme na forma regular (Cinema, DVD, TV). Se estas pessoas não possuem capacidade financeira para consumir este tipo de produto, não são o público-alvo, por que então combater a pirataria já que não se objetiva democratizar a cultura ganhando maior mercado?
Isto é só uma suposição, pois percebo que o foco no combate a pirataria visa muito mais garantir uma rentabilidade curta deste dinheiro que é perdido pela indústria, visando recuperar a margem de lucro que é corroída face aos novos cenários, e não para uma solução a longo prazo que adéque as ofertas da indústria ao comportamento de seu consumidor.
Por fim, na matéria Indústria cinematográfica demora para se mexer, dizem especialistas percebo um pensamento congruente com o meu sobre esta questão.
Devemos encarar a pirataria como um problema econômico e que exige estratégias econômicas, de administração, de marketing, de compreensão do comportamento do consumidor, que vão muito além da abordagem política e social de repressão a este comércio (na rua) e comportamento (em casa), que já se mostrou a muito tempo ineficaz se encaminhada sozinha. A ideia é de inclusão e não de exclusão.
Tudo isto acontece ao mesmo tempo em que o audiovisual passa por uma revolução. A diretora Anna Muylaert resume o cenário promissor do audiovisual no mundo "Existe um paradoxo: se de um lado está caindo o número de pessoas que vão ao cinema, de outro está aumentando o número de pessoas que vêem filme. O audiovisual nunca esteve tão poderoso quanto hoje, e um exemplo disso é o YouTube". As produções cinematográficas estão mais acessíveis, a questão em relação a pirataria é em relação a como entregar estas produções de modo que todos saiam ganhando.
Para finalizar, o fato é que eu não sou contra a repressão a pirataria, porém entendo que a abordagem deste problema deve vir junto com políticas sociais por parte do governo e de estratégias diferenciadas por toda a indústria cinematográfica e stakeholders (estúdios, produtoras, distribuidoras, cinemas, locadoras, etc), que devem entender o novo consumidor de entretenimento e adaptar a sua oferta.
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terça-feira, 3 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Pipoca + SAL = FILMES por R$1,00 no primeiro mês
Fazer o marketing de commodities como SAL realmente deve ser desafiador. São inúmeros casos de valorização dos produtos através de sua imagem, ou então aumentando a diferenciação de seus produtos com incrementos (sabores, texturas, serviços). Fiquei sabendo do site AJI-SAL da Ajinomoto e achei bem interessante a parte de "Diversão", que possui um racional simples e coeso.
Diversão como churrasco, precisa de SAL, em especial sal grosso... Assim como diversão FILMES que combina com pipoca, certo? Pipoca combina com SAL e segundo o site da Ajinomoto, com Aji-Sal. O site deles possui uma interessante área de dicas de filmes com informações sobre lançamentos recentes.
Mas o melhor é que para incentivar o consumo de SAL, o site tem uma parceria com a BlockBuster Online que proporciona ao usuário que veio do site Aji-Sal até 30/04/2011, alugar filmes no primeiro mês por R$1,00.
Achei interessante a ação, nem tanto pela BlockBuster, mas sim pela Ajinomoto que conectou seu produto (commoditie e de dificil diferenciação) com algo a mais do que a sua forte marca, com uma experiência que é a de assistir filmes! Compreender o consumidor é essencial, e este tipo de ação de marketing é exemplo de tratamento diferenciado.
O consumo de filmes é uma experiência e não podemos esquecer os produtos correlatos que estão presentes neste ato.
Afinal,
pipoca sem SAL,
não dá certo!!!
Diversão como churrasco, precisa de SAL, em especial sal grosso... Assim como diversão FILMES que combina com pipoca, certo? Pipoca combina com SAL e segundo o site da Ajinomoto, com Aji-Sal. O site deles possui uma interessante área de dicas de filmes com informações sobre lançamentos recentes.
Mas o melhor é que para incentivar o consumo de SAL, o site tem uma parceria com a BlockBuster Online que proporciona ao usuário que veio do site Aji-Sal até 30/04/2011, alugar filmes no primeiro mês por R$1,00.
Achei interessante a ação, nem tanto pela BlockBuster, mas sim pela Ajinomoto que conectou seu produto (commoditie e de dificil diferenciação) com algo a mais do que a sua forte marca, com uma experiência que é a de assistir filmes! Compreender o consumidor é essencial, e este tipo de ação de marketing é exemplo de tratamento diferenciado.
O consumo de filmes é uma experiência e não podemos esquecer os produtos correlatos que estão presentes neste ato.
Afinal,
pipoca sem SAL,
não dá certo!!!
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sábado, 2 de abril de 2011
Filme grátis por Torrent - The Tunnel dará certo?
Os novos padrões de consumo e as novas tecnologias, exigem novas soluções para que cada pessoa seja impactada visando a compra de um produto e serviço. No cinema não é diferente, por isto acompanhamos nos últimos tempos grandes revoluções como os filmes em 3D, por exemplo.
Mas essa revolução pode ser feita de diversas formas. Cada vez é mais desafiador cativar um público ocupado com trabalho ou formas de diversão (TV, vídeo-games, pc...), informação e capaz de buscar como nunca uma melhor opção para as suas necessidades.
O filme australiano The Tunnel, com muita criatividade decidiu driblar a barreira da distribuição (dominada em sua maior parte pelas grandes produtoras mundiais), anunciando que no lançamento do filme, em Maio, ele estará disponível gratuitamente para donwload por torrent.
Entrando no site oficial ainda é possível comprar um frame do filme, por um preço ínfimo ($1,0), como que patrocinando o lançamento deste thriller de terror para o mundo. A vantagem é que um dos compradores terá participação em 1% do lucro do filme.
A Internet já provou ser uma ferramenta única na disseminação de propaganda e conteúdo, e para filmes, em especial os que possuem menos recursos de promoção ela é essencial. O filme independente de terror Atividade Paranormal teve sua fama feita através da Internet, o sucesso comercial veio através de exibições em cinemas pelo mundo inteiro, viabilizado por um contrato com uma grande distribuídora, formalizado somente pelo seu sucesso na Internet.
The Tunnel aposta na mesma linha, mas de forma mais ousada. Vender cotas é comum, distribuir gratuitamente seu produto, de forma integral (não é amostra grátis), não é comum em filmes. Um dos produtores declarou que quer criar uma audiência para o filme, uma audiência global.
Acho uma válida estratégia, porém muito arriscada, pois depende do comportamento de um público que talvez não distribua ou repasse a ideia do filme, para que ele se torne vendável. Na minha visão os produtores não estão esperando recuperar dinheiro nas cotas que estão vendendo, mas sim, na exibição em cinemas necessária para aquelas pessoas que não baixam filmes pela Internet, da mesma forma que Atividade Paranormal que entrou em circuitos e países antes inimagináveis para o tamanho de sua produção.
Muitas pessoas falando sobre o filme, pode atrair investidores e parceiros que possam ser lucrativos, esta é a fórmula. Espero que dê certo, pois seria um primeiro exemplo de forma diferenciada para que pequenas produtoras possam fornecer seus filmes para um maior número de audiência!
Mas essa revolução pode ser feita de diversas formas. Cada vez é mais desafiador cativar um público ocupado com trabalho ou formas de diversão (TV, vídeo-games, pc...), informação e capaz de buscar como nunca uma melhor opção para as suas necessidades.
O filme australiano The Tunnel, com muita criatividade decidiu driblar a barreira da distribuição (dominada em sua maior parte pelas grandes produtoras mundiais), anunciando que no lançamento do filme, em Maio, ele estará disponível gratuitamente para donwload por torrent.
Entrando no site oficial ainda é possível comprar um frame do filme, por um preço ínfimo ($1,0), como que patrocinando o lançamento deste thriller de terror para o mundo. A vantagem é que um dos compradores terá participação em 1% do lucro do filme.
A Internet já provou ser uma ferramenta única na disseminação de propaganda e conteúdo, e para filmes, em especial os que possuem menos recursos de promoção ela é essencial. O filme independente de terror Atividade Paranormal teve sua fama feita através da Internet, o sucesso comercial veio através de exibições em cinemas pelo mundo inteiro, viabilizado por um contrato com uma grande distribuídora, formalizado somente pelo seu sucesso na Internet.
The Tunnel aposta na mesma linha, mas de forma mais ousada. Vender cotas é comum, distribuir gratuitamente seu produto, de forma integral (não é amostra grátis), não é comum em filmes. Um dos produtores declarou que quer criar uma audiência para o filme, uma audiência global.
Acho uma válida estratégia, porém muito arriscada, pois depende do comportamento de um público que talvez não distribua ou repasse a ideia do filme, para que ele se torne vendável. Na minha visão os produtores não estão esperando recuperar dinheiro nas cotas que estão vendendo, mas sim, na exibição em cinemas necessária para aquelas pessoas que não baixam filmes pela Internet, da mesma forma que Atividade Paranormal que entrou em circuitos e países antes inimagináveis para o tamanho de sua produção.
Muitas pessoas falando sobre o filme, pode atrair investidores e parceiros que possam ser lucrativos, esta é a fórmula. Espero que dê certo, pois seria um primeiro exemplo de forma diferenciada para que pequenas produtoras possam fornecer seus filmes para um maior número de audiência!
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domingo, 27 de março de 2011
Diminui o tempo de visualização dos vídeos de propaganda online
O crescimento das campanhas online, traz também uma busca mais apurada pela mensuração de resultados, ROI (retorno sobre investimento). As mensurações porém, precisam de um Benchmark que possa guiar o que é um resultado bom ou ruim.
No caso de vídeos de propaganda online, segundo um artigo do início de março no eMarketer, as agências dos EUA cada vez mais se atentam para o índice de visualização total do tempo no vídeo, e esta é a mais importante mensuração atualmente.
Vemos em muitos portais brasileiros, campanhas de filmes em que vídeos rodam através dos banners nas páginas destes portais. Vídeos como trailers, entrevistas e que visam divulgar o filme. Sendo assim, é muito importante o profissional de marketing ficar atento a taxa de tempo que os usuários visualizam os vídeos dos banners, para que possam ter uma noção e embasamento, auxiliando sua avaliação sobre as ações feitas.
Na busca de uma base acerca do tempo de visualização de vídeos de propaganda através de banners, o artigo do eMarketer destaca uma pesquisa interessante da Internet norte-americana.
A taxa de visualização vem diminuindo entre 2008 e 2010:
Não sei se no Brasil este índice é igual. Mas, como opinião própria, acho que esta seja uma tendência mundial. Cabe aos profissionais ficarem sempre atentos, para que possam avaliar e desenhar as melhores estratégias de vídeos em banners para a promoção de filmes. Vendo que o índice esta diminuindo, isto não significa que necessariamente este tipo de ação deva ser descartada, mas sim que adaptações possam ser necessárias. Adaptações como diminuição do tempo total do vídeo ou colocar logo no início do vídeo as principais informações que se quer destacar.
Você pode acessar o artigo do eMarketer AQUI.
No caso de vídeos de propaganda online, segundo um artigo do início de março no eMarketer, as agências dos EUA cada vez mais se atentam para o índice de visualização total do tempo no vídeo, e esta é a mais importante mensuração atualmente.
Vemos em muitos portais brasileiros, campanhas de filmes em que vídeos rodam através dos banners nas páginas destes portais. Vídeos como trailers, entrevistas e que visam divulgar o filme. Sendo assim, é muito importante o profissional de marketing ficar atento a taxa de tempo que os usuários visualizam os vídeos dos banners, para que possam ter uma noção e embasamento, auxiliando sua avaliação sobre as ações feitas.
Na busca de uma base acerca do tempo de visualização de vídeos de propaganda através de banners, o artigo do eMarketer destaca uma pesquisa interessante da Internet norte-americana.
A taxa de visualização vem diminuindo entre 2008 e 2010:
Não sei se no Brasil este índice é igual. Mas, como opinião própria, acho que esta seja uma tendência mundial. Cabe aos profissionais ficarem sempre atentos, para que possam avaliar e desenhar as melhores estratégias de vídeos em banners para a promoção de filmes. Vendo que o índice esta diminuindo, isto não significa que necessariamente este tipo de ação deva ser descartada, mas sim que adaptações possam ser necessárias. Adaptações como diminuição do tempo total do vídeo ou colocar logo no início do vídeo as principais informações que se quer destacar.
Você pode acessar o artigo do eMarketer AQUI.
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